Angelus: foco na Cisjordânia e Gaza. Respeito pela "igualdade de dignidade" e "igualdade de direitos" para cada pessoa, rejeitando "novas ações militares e decisões unilaterais". Sobre o Oriente Médio, o Papa fez um apelo a "todas as partes envolvidas para que suspendam os ataques e reabram urgentemente os espaços para o diálogo e a diplomacia". Recordou o beato Hoayek: "paz para o Líbano". Por ocasião do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, pediu para que lhes seja sempre garantida assistência.
Mariangela Jaguraba – Vatican News
Após a oração mariana do Angelus deste domingo, 26 de julho, na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV renovou o seu apelo pela paz no Oriente Médio.
Elias Hoayek, homem de diálogo e esperança
O Pontífice manifestou preocupação com a situação no Oriente Médio, recordando o Líbano, onde Elias Hoayek, patriarca de Antioquia dos Maronitas de 1899 a 1931, e fundador da Congregação das Irmãs Maronitas da Sagrada Família, foi beatificado no último sábado, 25 de julho.
“Ele guiou a Igreja Maronita por mais de trinta anos com grande dedicação e sensibilidade pastoral. Homem de diálogo e esperança, ele foi um brilhante ponto de referência eclesial, social e político, a ponto de ser chamado de "Pai do Grande Líbano". Que a oração e a intercessão do novo Beato acompanhem sempre os fiéis maronitas em todo o mundo e obtenham o dom da paz para todo o povo do Líbano, tão querido para mim.”
Retorno à negociação
A seguir, o Papa disse que acompanha "com preocupação a persistência e a escalada da violência na Terra Santa, da qual muitos civis também foram vítimas recentemente, na Cisjordânia e em Gaza".
“Faço um apelo sincero para o retorno à negociação de uma solução política justa, baseada na igualdade de dignidade e direitos de cada pessoa humana, e para a rejeição de novas ações militares e decisões unilaterais, particularmente aquelas que violam o respeito e o status quo dos lugares sagrados de todas as religiões.”
Reabrir urgentemente espaços para o diálogo e a diplomacia
Leão XIV renovou o seu "apelo relativo à situação em todo o Oriente Médio, onde a intensificação das operações militares causou violência e destruição, pondo em grave perigo a vida de numerosos civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade".
“Do fundo do coração, exorto todas as partes envolvidas a suspenderem os ataques e a reabrirem urgentemente os espaços para o diálogo e a diplomacia, a fim de alcançar o mais rápido possível a paz tão desejada para toda a região.”
O Papa pediu para "continuar rezando por todos os povos do mundo que sofrem por causa da guerra". "Que o Senhor toque os corações e ilumine as mentes dos responsáveis, para que a reconciliação e a paz sejam em breve alcançadas", disse ele.
"À luz dos incêndios devastadores que afetaram recentemente várias partes da França e da Espanha", o Santo Padre manifestou sua "solidariedade" e convidou "a todos a rezarem pelas pessoas afetadas e pelo trabalho dos socorristas".
VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
A seguir, recordou que neste domingo celebra-se o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, cujo tema são as palavras do Profeta Isaías: "Mas eu nunca me esquecerei de ti".
“Agradeçamos juntos ao Senhor pelo dom que os idosos representam para a Igreja e para a sociedade, e comprometamo-nos a respeitar e valorizar o seu papel precioso e a garantir sempre que recebam a devida atenção e cuidado.”
Por fim, recordou que na tarde deste domingo, em Roma, às margens do Rio Tibre, se realiza a procissão de Nossa Senhora Fiumarola: "Que Maria, Mãe de Jesus, interceda pelos participantes desta bela tradição e por todos nós para que vivamos cada dia de acordo com os ensinamentos do Evangelho".